sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sem Bitola

O nome improvável para o gabinete da Arquitecta ideal!

Procurar O arquitecto parecia que ia ser mais uma tarefa árdua. Com a especificidade do nosso projecto, em que o mote é a sustentabilidade e o design se pretendia arrojado, prevíamos mais uma procura incansável.

Queríamos alguém da região que entendesse a nossa visão. Falamos com 3 gabinetes de arquitectura e logo no segundo encontramos quem procurávamos. A dica veio de onde menos esperávamos e foi "amor à primeira vista". O orçamento só veio confirmar a intuição e rapidamente entregamos o trabalho. Quando li pela primeira vez a memória descritiva fiquei ainda mais confiante que tinha escolhido a pessoa certa. Lá estava descrito o nosso sonho. E a Inês pegou na nossa descrição e foi ainda mais além. Concebeu uma arquitectura UAU! Ainda hoje, a meio de uma reunião mostrei algumas imagens em 3D do espaço e vi o semblante das pessoas mudar quando as viram porque realmente é uma arquitectura apelativa e diferenciadora.

E, neste ano de trabalho intenso, ela soube encaminhar-nos para aquelas que acredita serem as melhores soluções, sem impor, apenas apresentando os prós e os contras, sempre com o intuito de acrescentar valor ao projecto e tendo presentes as linhas orientadoras.

Sopé ante pé ela tem-se tornado um pilar fundamental do projecto, apoiada pela equipa do gabinete.

Podia ter escolhido outra arquitecta? Podia, mas não ia ser a mesma coisa.

Ser empreendedora é sem dúvida rodear-me das pessoas certas para alavancar o sucesso do projecto.

Escolher a arquitecta foi fácil, já um consultor para me apoiar na candidatura...

Uma imagem do espaço não muito reveladora!

domingo, 3 de abril de 2016

A família e a corrida

Hoje apetece-me escrever sobre onde vou buscar parte da energia que me move.

A família é uma parte muito importante da minha vida. Hoje escrevo rodeada de diálogos, sorrisos, do calor destas pessoas que são "minhas". Nem sempre estamos de acordo, nem sempre é tudo um mar de rosas e mesmo assim é o meu porto de abrigo, de mimo, de aconchego. Aqui a minha filha cresce mais, é feliz e pode ter uma infância mais parecida com a minha. O sonho passa por passarmos aqui mais tempo e recebermos esta energia mais vezes. Tenho a sorte de ainda ter duas sábias senhoras na minha vida com 85 anos cada uma e uma família numerosa, feliz e de sorriso nos lábios. E mais família por aí que fez e faz parte do meu/nosso crescimento.

A corrida apareceu na minha vida como forma de perder peso e inspirada pelo Pedro. Detestava a ideia de correr e quando comecei era doloroso correr sequer 5 minutos. Aos poucos fui aumentando o tempo de corrida e um dia consegui correr 1 hora seguida. Pouco tempo depois engravidei e durante a gravidez parei de correr mas não de fazer exercício. Fiz yoga praticamente até a Ângela nascer, hidroginástica até ao 7º mês e muitas caminhadas, a última 48 horas antes do parte. Assim que pude voltei ao Yoga mas a corrida voltou apenas meio ano depois sobre a forma de desafio. Na meia-maratona de Viana do Castelo (fui acompanhar o Pedro, não corri) fui inspirada por uma amiga que correu nesse dia. Decidi então que iria correr a meia-maratona do Porto em Setembro. E depois o João Campos (promotor de diversas actividades de treino de corrida em Lisboa) perguntou-me porque não fazia antes a do Douro em Maio. Ai como eu gosto de um bom desafio e que me desafiem!! E assim voltei às corridas e nunca mais fui a mesma. Já fiz 3 meias-maratonas e várias outras corridas. Entretanto "fui apresentada" ao trail. E é onde sou feliz a correr. Sozinha, acompanhada, em prova. Nos trilhos desafio-me, conheço e entendo os meus limites e alargo-os. É onde organizo ideias, medito, sofro, sou feliz. 

Sopé ante Pé tem várias dimensões e hoje fez sentido para mim escrever sobre estas duas.

Obrigada por estares desse lado a ler.