Tal como já contei, encontrar um gabinete de arquitectura para desenhar o nosso projecto foi uma tarefa relativamente fácil e continuo convicta que fizemos a escolha acertada.
Dado este passo foi necessário definir quem nos ia apoiar na candidatura ao Portugal 2020 para financiamento do projecto. Precisávamos de alguém ágil e que se movesse bem no mundo dos apoios comunitários, para nos ajudar com o plano financeiro e com a candidatura.
Desde muito cedo pensei que íamos trabalhar com uma determinada identidade que se veio a revelar uma desilusão. Quando tomei consciência que o caminho não era por ali comecei a procurar outra consultora. As opções finais acabaram por vir recomendadas por dois amigos. De um lado tinha uma empresa que já tinha dado provas do seu valor. Do outro, uma pessoa jovem, dinâmica que me falou de uma carteira de projectos com 100% de sucessos. A empresa pareceu-me que fazia o projecto sem contar muito comigo. A pessoa em total colaboração comigo. Os valores propostos de honorários em ambos eram consideráveis mas em moldes completamente diferentes.
Não foi uma decisão fácil porque não tinha dados que considerasse suficientes para escolher e acabei por decidir com a intuição mais do que pelos factos que tinha na mão.
Escolhi a pessoa que, percebi depois, se dedica a cada projecto como se fosse dela ainda que seja mais como uma coach. Faz questões e ajuda a conceber o projecto tendo por base todo o meu trabalho, todas as linhas mestras que eu defini.
Sinto que também neste ponto é uma aposta ganha.
Só faz sentido trabalhar com pessoas que se dediquem, que me desafiem, pessoas com as quais me sinto bem. Mais uma mulher neste percurso. Agradeço-lhe toda a dedicação, todas as horas deixadas de dormir, a boa disposição permanente, o entusiasmo e a capacidade infinita de trabalhar com foco na solução e nunca no problema.
Escolhida a consultora percebi que tinha que avançar mais profundamente com o projecto de arquitectura e daí à escolha do construtor foi um passo. Mas isso é outra história...

