quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Projecto em Perigo!

E a tão aguardada resposta chegou! Infelizmente não conseguimos que o financiamento ao nosso projecto fosse aprovado. E agora?
Agora... vamos pedir esclarecimentos sobre a decisão para provavelmente melhorar todo o conceito, limar arestas, continuar a sonhar. A outra hipótese é encontrar um parceiro de peso que nos ajude a levar o projecto para a frente. Só em último recurso não avançamos.
Ficar parada não é opção.
Custa digerir? Sim, muito! Mas ser empreendedor é isto mesmo. Levar com a porta na cara e repensar o caminho. Ainda não sei o que me guarda o futuro mas sei quem sou, as minhas crenças, as minhas raízes. Às vezes é difícil, às vezes apetece desistir, mas a vida é tão mais divertida com este carrocel cheio de montanhas, cores e velocidade.
No entretanto estou a pôr outros projectos a andar, coisas que me dão prazer, estimulam a criatividade e dão um pequeno contributo para espalhar na sociedade os valores que defendo.
Já conhecem os Retalhos da Sophia
E brevemente a página Kansha - Vegetariano com sentimento vai ser renovada para divulgar os nossos bolos sem açúcar. A semana passada já tivemos a primeira encomenda - salame de chocolate - e parece que foi um sucesso.
O Movido a Plantas também está a retomar as suas barritas e granolas que para a semana já vão estar disponíveis.
Energia e ideias não faltam. Agora é arranjar dias de 48h para fazermos tudo o que temos para fazer e ainda ser mãe/pai de uma criança de 4 anos.

Sopé ante pé continua a fazer todo o sentido para mim. Agora é arranjar energia para dar nova forma e sopé ante pé havemos de lá chegar.



domingo, 18 de setembro de 2016

Sopé em Mudanças

Apercebi-me agora que deixei uma história prometida por contar.
Mas ainda não vai ser hoje.
Hoje vou-vos contar que quando nos mudamos por causa dos nossos sonhos empreender fica um pouco à deriva... ou não.
Neste momento estou em estado de ebulição de empreendedorismo. Mas já lá vamos.

Primeiro quero falar-vos da Marta e da Tonsai



Em cada mulher há uma empreendedora e na Marta há uma grande empreendedora. Uma mulher cheia de ideais, de sonhos e de uma vontade imensa de mudar o mundo. Vim encontra-la aqui em Fátima, com um projecto lindo em mãos. É uma mercearia biológica, decorada pelas mãos de outra mulher linda que faz acontecer projectos lindos - Ana Heleno (outra história). 
A Marta quer dar um mundo melhor aos filhos e às pessoas que a rodeiam e daí até acontecer a Tonsai passaram alguns meses, muitas peripécias (qualquer semelhança com as minhas é pura realidade), burocracia e a abertura deste espaço nos primeiros dias de Agosto. Se vierem a Fátima passem pela mercearia porque vale mesmo a pena. Foi pensada com muito amor, para acolher famílias, serve refeições ao almoço confeccionadas com alma e tem produtos bio frescos, mercearias, bebidas vegetais,...

E, também por causa da Tonsai, precipitamos a nossa vinda para a zona centro do país. Para colaboramos neste projecto faz hoje dois meses (dia 18) que chegamos e ainda estamos a aterrar. A aterrar mas com muitas ideias a fervilhar, a cozinhar e prestes a sair para a luz do dia. O projecto Kansha vai ser retomado com um filhote. Já tirei o pó à minha máquina de costura e ando a cuscar os trabalhos lindos da minha avó. Também aí quero por algo a andar. Porque ideias não faltam agora estou a alinhar tudo para sair um projecto integrado, com sentido e sentimento.
Porque toda a nossa mudança faz parte de um estilo de vida que queremos partilhar com o mundo. Porque também nós queremos um mundo melhor para a nossa filha e partilhar isso com quem nos rodeia.
Até ao final do mês mais novidades!!

P.S. Quanto à Sopé dos Carvalhos continuamos a aguardar que saiam os resultados do concurso Empreendedorismo Qualificado e Criativo... pacientemente.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

O concurso abriu e agora?

Empreender é muitas vezes trabalhar na corda bamba de prazos a cumprir.
Em meados de Janeiro o concurso ao qual íamos concorrer com o projecto abriu - Empreendedorismo Qualificado e Criativo. Foi aí que começou todo o stress que apenas terminou já no final de Março com o envio da candidatura.
Primeiro precisávamos das especialidades de arquitectura finalizadas e respectivo caderno de encargos. Algo que devia estar pronto até ao final de 2015 arrastou-se até início de Março de 2016 porque havia sempre mais alguma coisa. Era importante prever tudo e não descurar nada.
Com o concurso a decorrer senti a pressão muitas vezes de ter que impor prazos, fazer as coisas acontecer. Era importante consultar já construtores porque era a única forma de quantificar o projecto de forma realista. O plano financeiro teve que ser real e com os valores já muito próximos do que vai ser quando avançarmos com a concretização do projecto.
Terminadas as especialidades enviamos pedidos de orçamento para 5 construtores da zona (queremos trabalhar com empresas sempre que possível da zona do projecto e com materiais nacionais). Pedimos urgência na resposta porque, afinal, o prazo para envio da candidatura estava já ali! E tivemos 4 empresas que corresponderam. Curiosamente aquela que tinha como preferida achou que não tinha que responder no prazo definido e nem se dignou a dar uma satisfação, vindo mais tarde fazer questões quando já tinha perdido a corrida!

Reflexão: será a crise da economia que afecta as empresas ou as empresas que criam as suas próprias crises?

Uma das 4 empresas ficou logo excluída por apresentar o valor mais alto. E, após uma breve reunião com os restantes, decidi com quem queria trabalhar. Uma decisão mais uma vez muito guiada pela intuição e pelos sinais dados de qual a pessoa que melhor se vai integrar na equipa que tinha formado até então.

Com o orçamento da construção em mãos e outros desde cortinas, mobiliário, marketing, informática, ... a consultora e eu fizemos a candidatura que foi submetida uns dias antes do prazo terminar. 1 dia antes de terminar o concurso recebi um contacto do Turismo de Portugal (entidade que analisa as candidaturas para empreendimentos turísticos) com questões ao projecto e, uma semana depois de encerrar o concurso, recebi um e-mail a pedir esclarecimentos! Tão rápidos... Nem tinha tido tempo de recuperar das semanas frenéticas de preparação da candidatura e tinha agora 10 dias para responder ao pedido de esclarecimento! Bem que dias. Como a candidatura tinha sido bem suportada foi relativamente fácil esclarecer o que solicitaram e consegui responder em tempo útil.

Entretanto, dia 16 de Junho ligaram-me do Turismo de Portugal novamente com mais uma questão que respondi prontamente no mesmo dia via e-mail.

Agora continuamos a aguardar desenvolvimentos.

E os custos com isto tudo? Para a semana conto-vos como por detrás de um projecto destes há sempre mais uma conta para pagar.






quarta-feira, 29 de junho de 2016

Que consultor(a)?

Tal como já contei, encontrar um gabinete de arquitectura para desenhar o nosso projecto foi uma tarefa relativamente fácil e continuo convicta que fizemos a escolha acertada.
Dado este passo foi necessário definir quem nos ia apoiar na candidatura ao Portugal 2020 para financiamento do projecto. Precisávamos de alguém ágil e que se movesse bem no mundo dos apoios comunitários, para nos ajudar com o plano financeiro e com a candidatura.
Desde muito cedo pensei que íamos trabalhar com uma determinada identidade que se veio a revelar uma desilusão. Quando tomei consciência que o caminho não era por ali comecei a procurar outra consultora. As opções finais acabaram por vir recomendadas por dois amigos. De um lado tinha uma empresa que já tinha dado provas do seu valor. Do outro, uma pessoa jovem, dinâmica que me falou de uma carteira de projectos com 100% de sucessos. A empresa pareceu-me que fazia o projecto sem contar muito comigo. A pessoa em total colaboração comigo. Os valores propostos de honorários em ambos eram consideráveis mas em moldes completamente diferentes.
Não foi uma decisão fácil porque não tinha dados que considerasse suficientes para escolher e acabei por decidir com a intuição mais do que pelos factos que tinha na mão.
Escolhi a pessoa que, percebi depois, se dedica a cada projecto como se fosse dela ainda que seja mais como uma coach. Faz questões e ajuda a conceber o projecto tendo por base todo o meu trabalho, todas as linhas mestras que eu defini.

Sinto que também neste ponto é uma aposta ganha. 

Só faz sentido trabalhar com pessoas que se dediquem, que me desafiem, pessoas com as quais me sinto bem. Mais uma mulher neste percurso. Agradeço-lhe toda a dedicação, todas as horas deixadas de dormir, a boa disposição permanente, o entusiasmo e a capacidade infinita de trabalhar com foco na solução e nunca no problema.

Escolhida a consultora percebi que tinha que avançar mais profundamente com o projecto de arquitectura e daí à escolha do construtor foi um passo. Mas isso é outra história...


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Empreender é uma viagem de aprendizagem

Quando iniciei esta viagem não era a pessoa que sou hoje. 
Ser empreendedora obrigou-me a estudar, evoluir e tornar-me mais forte. Manter a motivação lá em cima é tarefa difícil e para isso resolvi apoiar-me em alguém que me acompanhou até agora numa viagem de auto-conhecimento, potenciar as minhas capacidades, gestão de prioridades e tanto mais. Ajudou-me a ganhar asas e a tornar o Sopé possível. Foi uma viagem de 9 meses que me transportou ao dia de hoje em que sinto que sou mais eu. Aconteça o que acontecer a aprendizagem fica e vai ser muito importante para o que ainda aí vem. Segundo os crentes, hoje inicia-se um novo ciclo para mim (faço 37 anos). Eu acredito que ele já se iniciou há alguns meses atrás. Está a ser desafiante e ao mesmo tempo sei que tudo está no caminho que tem que estar. Não voltaria a trás nem um minuto.

Por isso, este post hoje serve para enaltecer mais uma mulher forte que está na minha vida. A Sandra Ribeiro da Walking Ming. Se tens um sonho e o queres tornar realidade ela é a pessoa.

Não foi a minha primeira viagem no coaching e a primeira também foi linda, potenciou-me enquanto pessoa. Foi uma viagem mais introspectiva e de alavancagem da vida pessoal. Com outra coach, também uma mulher linda que me ajudou a chegar ao meu grande sonho da altura - SER MÃE. Como é que é possível? Com uma mente positiva a imaginação é o limite!

Também sou coach mas senti que tinha que ir além do auto-coaching. Precisava de alguém que agitasse a minha mente além da minha zona de conforto. Foi o que fiz e sei que fiz a escolha acertada. 

E tu, quais são os teus sonhos? O que estás a fazer para lá chegar?


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Energia de Empreendedora

Hoje apercebi-me que já não escrevo há mais de um mês! 

Nem sempre a energia que nos move está onde deve estar. O tempo vai passando e esquecemos de fazer a vida andar para a frente sem ser ao sabor do acaso. 
Hoje acordei com vontade renovada. Uma urgência em fazer coisas, fazer acontecer.


Porque os sonhos só se tornam realidade se nos dedicarmos.

Às vezes acho que estou com demasiados projectos em mente e acabo por não cuidar de nenhum convenientemente. Sei que é apenas o meu lado crítico a falar mais alto. A verdade é que tratar da parte mais burocrática das coisas me tira alguma energia. 
Então, como promover o equilíbrio e manter a energia lá em cima? Tenho algumas ideias como trabalhar em locais inspiradores, trabalhar com música ou dedicar algum tempo do meu dia a ser verdadeiramente criativa. E é o que estou a fazer hoje. Novo blog com nova temática para me manter focada - check!
É sobre as minhas escolhas alimentares e como quero partilhá-las com quem quiser aventurar-se nos sabores da cozinha vegetariana e não tem tempo para cozinhar. É sobre as barritas Movido a Plantas e granola que tanto adoramos cá em casa. Podem dar uma vista de olhos aqui.
Agora é recuperar o tempo perdido e trabalhar a dobrar. Sei que o Sopé tem que esperar mas tanto há a fazer. E tenho pouco mais de 1 mês para fazer acontecer a nossa vida renovada noutra parte do país.
Quanto ao Sopé ante Pé, comprometo-me a ser mais frequente porque é ele que me chama à realidade. Sou Empreendedora! Tenho que respirar os meus projectos até eles estarem tão alimentados que pouco precisem de mim.

Já agora mais uma vista do nosso projecto GURU!



sexta-feira, 15 de abril de 2016

Sem Bitola

O nome improvável para o gabinete da Arquitecta ideal!

Procurar O arquitecto parecia que ia ser mais uma tarefa árdua. Com a especificidade do nosso projecto, em que o mote é a sustentabilidade e o design se pretendia arrojado, prevíamos mais uma procura incansável.

Queríamos alguém da região que entendesse a nossa visão. Falamos com 3 gabinetes de arquitectura e logo no segundo encontramos quem procurávamos. A dica veio de onde menos esperávamos e foi "amor à primeira vista". O orçamento só veio confirmar a intuição e rapidamente entregamos o trabalho. Quando li pela primeira vez a memória descritiva fiquei ainda mais confiante que tinha escolhido a pessoa certa. Lá estava descrito o nosso sonho. E a Inês pegou na nossa descrição e foi ainda mais além. Concebeu uma arquitectura UAU! Ainda hoje, a meio de uma reunião mostrei algumas imagens em 3D do espaço e vi o semblante das pessoas mudar quando as viram porque realmente é uma arquitectura apelativa e diferenciadora.

E, neste ano de trabalho intenso, ela soube encaminhar-nos para aquelas que acredita serem as melhores soluções, sem impor, apenas apresentando os prós e os contras, sempre com o intuito de acrescentar valor ao projecto e tendo presentes as linhas orientadoras.

Sopé ante pé ela tem-se tornado um pilar fundamental do projecto, apoiada pela equipa do gabinete.

Podia ter escolhido outra arquitecta? Podia, mas não ia ser a mesma coisa.

Ser empreendedora é sem dúvida rodear-me das pessoas certas para alavancar o sucesso do projecto.

Escolher a arquitecta foi fácil, já um consultor para me apoiar na candidatura...

Uma imagem do espaço não muito reveladora!

domingo, 3 de abril de 2016

A família e a corrida

Hoje apetece-me escrever sobre onde vou buscar parte da energia que me move.

A família é uma parte muito importante da minha vida. Hoje escrevo rodeada de diálogos, sorrisos, do calor destas pessoas que são "minhas". Nem sempre estamos de acordo, nem sempre é tudo um mar de rosas e mesmo assim é o meu porto de abrigo, de mimo, de aconchego. Aqui a minha filha cresce mais, é feliz e pode ter uma infância mais parecida com a minha. O sonho passa por passarmos aqui mais tempo e recebermos esta energia mais vezes. Tenho a sorte de ainda ter duas sábias senhoras na minha vida com 85 anos cada uma e uma família numerosa, feliz e de sorriso nos lábios. E mais família por aí que fez e faz parte do meu/nosso crescimento.

A corrida apareceu na minha vida como forma de perder peso e inspirada pelo Pedro. Detestava a ideia de correr e quando comecei era doloroso correr sequer 5 minutos. Aos poucos fui aumentando o tempo de corrida e um dia consegui correr 1 hora seguida. Pouco tempo depois engravidei e durante a gravidez parei de correr mas não de fazer exercício. Fiz yoga praticamente até a Ângela nascer, hidroginástica até ao 7º mês e muitas caminhadas, a última 48 horas antes do parte. Assim que pude voltei ao Yoga mas a corrida voltou apenas meio ano depois sobre a forma de desafio. Na meia-maratona de Viana do Castelo (fui acompanhar o Pedro, não corri) fui inspirada por uma amiga que correu nesse dia. Decidi então que iria correr a meia-maratona do Porto em Setembro. E depois o João Campos (promotor de diversas actividades de treino de corrida em Lisboa) perguntou-me porque não fazia antes a do Douro em Maio. Ai como eu gosto de um bom desafio e que me desafiem!! E assim voltei às corridas e nunca mais fui a mesma. Já fiz 3 meias-maratonas e várias outras corridas. Entretanto "fui apresentada" ao trail. E é onde sou feliz a correr. Sozinha, acompanhada, em prova. Nos trilhos desafio-me, conheço e entendo os meus limites e alargo-os. É onde organizo ideias, medito, sofro, sou feliz. 

Sopé ante Pé tem várias dimensões e hoje fez sentido para mim escrever sobre estas duas.

Obrigada por estares desse lado a ler.

quarta-feira, 30 de março de 2016

2 longos anos à procura

Às vezes temos que provar ao universo que queremos muito que o nosso sonho se concretize. 
Para chegarmos* ao dia de hoje passamos diversas etapas, umas mais desafiantes que outras mas sempre com o objectivo de criar um hotel de turismo rural. Um espaço para receber pessoas, que tenha por base a sustentabilidade e o respeito pela natureza, a par de um serviço diferenciador, de qualidade e baseado na hospitalidade. Resumindo, queremos que as pessoas sejam felizes no nosso espaço.

Chegar ao ponto em que estamos não foi fácil e nem sempre tive a garra (como me dizia uma amiga) que o projecto merece. Felizmente tenho encontrado pessoas no meu caminho que me ajudaram a alavancar o potencial deste sonho. Felizmente soube intuir que estava perante pessoas valiosas para o projecto e não mais as larguei.

O primeiro desafio foi encontrar o terreno certo. Tempos infinitos à procura de algo que parecia não existir. Começamos com áreas de 1000m2, depois outro com 5000m2 e percebemos que tinha que ser maior. A determinada altura despedi-me do meu trabalho certinho como responsável de Marketing e Comunicação de uma pme, para poder concentrar-me no sonho. Entretanto decidimos alargar a nossa área de pesquisa e formas alternativas de lá chegar. Inicialmente focamo-nos em agências imobiliárias mas sentimos que não houve envolvimento suficiente. Parece-me que ser agente imobiliário é mais do que tentar vender o que já têm em carteira e não foi o que aconteceu. Nós queríamos algo rodeado de natureza e o que nos foi apresentado era quase sempre demasiado urbano. Num dia de inspiração, numa pesquisa na net encontrei uma oferta que me piscou o olho. Era Agosto de 2015 e o espaço tinha 5ha (50.000m2), numa terrinha do conselho de Ourém. Sem qualquer construção, com pinheiros, eucaliptos, oliveiras, carvalhos, medronheiros e outra vegetação típica. Rodeado de natureza e tranquilidade. Depois de tomarmos as devidas precauções para saber se podíamos lá construir, em Dezembro passou para as nossas mãos.

O passo seguinte era bastante claro: encontrar um arquitecto que entendesse a nossa visão para de seguida nos focarmos em obter financiamento. 

Mas isto já é outra história!

Sim... no plural. Este sonho é do Pedro e meu, embora seja eu a "patroa"! :)


segunda-feira, 28 de março de 2016

"Sempre foi assim!"

Hoje ouvi - "Sempre foi assim!" -  e esta expressão tem vindo a incomodar-me cada vez mais. Também eu já a disse e acomodei-me a situações por causa dela. E porque me chateia ouvi-la? Porque somos seres inteligentes que temos a capacidade de mudar e adequar a nossa realidade aos nossos valores, objectivos, desafios pessoais e da sociedade. Até pode ser o caminho a seguir mas sem analisarmos e tentarmos perceber outras possibilidades não estamos a exercer o nosso dom face aos outros animais que é o raciocínio! O "Sempre foi assim" é a resposta para quem não quer mudar e quer meter a cabeça na areia. Alargar a zona de conforto é doloroso e dá trabalho.

Eu escolhi questionar tudo à luz das minhas vivências, valores e objectivos de vida e sou mais feliz e completa assim. Escolhi passar a ser empreendedora da minha vida em vez de me deixar condicionar pelo convencional. Assumo que em algumas coisas vou contra a corrente e arrisco muito. E sou muito mais feliz agora. 

Sopé Ante Pé nasce da minha realidade desde há 5 anos e meio para cá. Passei a analisar o porquê do "Sempre foi assim!" e desde então sou verdadeiramente responsável pelo meu futuro e luto pelos meus objectivos com foco e consciência. E há 2 anos iniciei a verdadeira aventura! Ser empreendedora não só na minha vida pessoal como também na profissional. Sopé Ante Pé pretende ser de histórias sobre como passei um sonho gigante, para um objectivo, para o papel e para a realidade. Bem... a realidade está em suspenso embora com um cordão umbilical bem forte e a ser alimentada e nutrida. 

E a história começa aqui!

A Luz das Sombras - Sopé dos Carvalhos (Agosto de 2015)